Nesse episódio fizemos um bate-papo com Maial Paiakan sobre como funciona o sistema público de saúde indígena, a pandemia, vacinação, colonialidades e racismos.
1º Bloco: SESAI, Vacinação e Outros Assuntos Relacionados;
2º Bloco: O Conhecimento Medicinal Tradicional é Considerado nas Políticas Públicas?
3º Bloco: Considerações Finais.
No passado, quando os europeus chegaram a essa terra que, apesar de já ser habitada por diversos povos, foi batizada de América, além de terem trazido todas as práticas que provocaram conscientemente a morte de inúmeros indígenas, trouxeram também agentes invisíveis que acabaram dizimando populações inteiras: as doenças.
Recentemente, já no Brasil República, sendo inevitável aceitar as especificidades que envolvem os povos indígenas, o Estado brasileiro começou a criar órgãos voltados para tratar de sua saúde. Por exemplo, na década de 1950, para prestar assistência médica a populações mais afastadas, Juscelino Kubitschek criou o Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas, ligado ao Serviço Nacional de Tuberculose que, apesar do nome, também realizava trabalhos como vacinação, serviços odontológicos, etc.
Durante um tempo, a chamada saúde indígena ficou sob responsabilidade da FUNAI e da FUNASA, a Fundação Nacional da Saúde. Mas em 1999, a Lei nº 9.836 criou o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e transferiu ao Ministério da Saúde a incumbência de tratar do assunto. Mais tarde, nessa mesma pasta, foi criada a Secretaria Especial de Saúde Indígena, a SESAI, que ainda é responsável pelo assunto.
Devido à pandemia, a saúde indígena tem ganhado as manchetes do país e conversamos sobre assuntos relacionados a saúde indígena com Maial Paiakan.
Ouça a conversa no episódio #34 do decoloniza! O podcast da Ocareté.
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Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons – Sampling Plus License 1.0